PERCURSO #2: BARRA/ SÃO JUDAS TADEU

O segundo percurso realizado pela equipe de pesquisa de campo corresponde ao território dos bairros da Barra e São Judas Tadeu, região que fica entre a margem direita do rio Camboriú e a APA Costa Brava.

Entre as principais características que esta região apresenta, destacamos a Zona de Amortecimento da APA Costa Brava, chamada de Costa das Orquídeas, criada em 2016. Consiste numa região montanhosa, que inicia na Ponta da Aguada, na foz do rio Camboriú, percorrendo a costa do Bairro da Barra até as margens da Rodovia BR 101.

Outro ponto de destaque é o caráter histórico do bairro da Barra, reconhecido como o local original da ocupação do território urbano da cidade, e famoso pela comunidade de pescadores que o formou e ainda se faz presente. No bairro, na margem direita da foz do rio Camboriú, encontramos o tradicional píer de ancoragem dos barcos de pesca do camarão, a Colônia de Pescadores Z-7 e a Praça do Pescador.

Na Praça encontramos alguns dos principais bens do patrimônio histórico da cidade, como a Capela de Santo Amaro, datada do século XIX, e a Casa Linhares de meados do século XX, além da própria praça pública, ponto tradicional de encontro da comunidade local, onde também aparece a atual Passarela da Barra, que faz a ligação do bairro histórico com a cidade modernizada do outro lado do rio. Na Praça, destacamos ainda a presença de um conjunto arbóreo bastante significativo na paisagem urbana, com especial relevância para 3 exemplares de árvores Maça-de-Elefante, popularmente conhecida como Árvore das Patacas, de nome científico Dillenia Indica, espécie típica da Ásia Tropical.

Nesta região temos ainda a presença marcante do rio Camboriú e alguns de seus principais afluentes, o rio da Ostras e o ribeirão Pedro Pinto Corrêa. Nas suas margens temos a presença bastante reduzida da mata ciliar, elementos naturais muito importantes para a manutenção da qualidade ambiental desses corpos hídricos. Esses ambientes compõem o bioma de manguezal, área de transição entre água doce e o mar, região de extrema relevância para a recomposição da fauna marítima, e que apresenta estruturas arbóreas bastante particulares, resistentes às inundações de água salobra e fluxos das marés.

A medida que chegamos próximos da rodovia BR-101 a região vai apresentando uma maior aridez, típica da urbanização desenfreada e sem um planejamento adequado, que garantisse a boa ambiência dos bairros, incluindo, por exemplo a arborização urbana como uma estrutura promotora do bem estar no espaço público.

Curva do ribeirão Pedro Pinto Corrêa e a sua mata ciliar já bastante suprimida, com algumas árvores de presença significativa na paisagem
Encontro de córregos com presença ainda significativa da mata ciliar e de árvores de grande porte
Conjunto de árvores no pátio do Centro Comunitário da Barra
Conjunto arbóreo de grande porte em frente a Escola Prof Francisca Alves Gevaerd
Barcos de pesca do camarão no rio Camboriú, com a presença da mata ciliar (vegetação típica de manguezal) ainda preservada em uma das ilhas do rio à direita.
Árvore de grande porte com sua extensa copa que se projeta sobre o campo de futebol (qual o nome do campo?)
Conjunto de árvores de grande porte junto à Capela de Santo Amaro
Praça do Pescador com seus diversos e importantes elementos paisagísticos: conjunto arbóreo, Casa Linhares, Passarela da Barra, entre outros
Píer dos barcos da pesca do camarão na margem direita da foz do rio Camboriú, com a presença de árvores de porte significativo
Conjunto arbóreo de grande porte na margem esquerda da foz do rio das Ostras, dentro do Camping
Praça da Figueira no bairro da Barra, com um conjunto arbóreo de grande porte, em destaque a grande figueira na esquerda (imune ao corte)
Árvores de grande porte compondo a mata ciliar do rio das Ostras, que apresenta fortes impactos do crescimento urbano sobre suas margens
Figueira Chilena de grande porte em terreno particular, compõe o conjunto de árvores que estabelecem fortes vínculos afetivos com seus vizinhos
Conjunto de árvores que compõem a mata ciliar do rio das Ostras
Destaque para o projeto de recuperação de área degradada implantado pelo proprietário e fiscalizado pelo Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), com 8.630m², que cercou as margens do rio das Ostras e plantou diversas mudas de árvores, recompondo a mata ciliar.
Trecho do rio das Ostras com sua mata ciliar ainda preservada, com presença de árvores de grande porte.

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